Arte

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Nascido em Poá, SP, interessou-se por teatro desde cedo. Em 1982 estreou no teatro com o espetáculo "O Apocalipse ou o Capeta de Caruaru", de Aldomar Conrado. O grupo "Caentrenós" de teatro amador era dirigido, na época, por um apaixonado por teatro, Silnei Siqueira, mesmo diretor da montagem de 1968, "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, um marco na história do teatro brasileiro. A trilha musical foi composta especialmente para o espetáculo por Chico Buarque de Holanda, ainda no início de sua carreira.

A partir daí, seu interesse pela arte cênica foi aguçado. Recebeu uma das cinco bolsas de estudos, oferecidas anualmente pelo INDAC - Instituto de Arte e Ciência, através de um concurso que selecionava os cinco melhores candidatos ao curso de interpretação , após uma bateria de testes. No ano seguinte é aprovado no exame de seleção da Escola de Arte Dramática EAD-ECA-USP. Já nessa época participava de alguns filmes publicitários. No começo dos anos 90, passou a fazer algumas participações em novelas e minisséries nas TVs Globo e Bandeirantes.

Entre 1990 e 1997, dedicou boa parte de seu tempo a "Capital Cenográfica" empresa de desenvolvimento de projetos de cenografia, dando vazão a outra faceta profissional, ainda no campo das artes. Nesse período, contudo, seu envolvimento com a empresa, acabou afastando-o dos palcos, o que o fez tomar a decisão de encerrar o negócio e investir com força total na carreira de ator. Após a retomada, continuou com suas participações em comerciais e na TV. Seu retorno aos palcos se deu com o espetáculo "Laços Eternos" de Zibia Gasparetto, onde atuou por um ano. Interpretou o "Berrão", personagem do texto de Plinio Marcos "Homens de Papel", como ator convidado, numa elogiada montagem de Iacov Hillel com alunos da EAD. Logo depois, integrou o elenco de "O Enigma Blavatsky" de José Rubens Siqueira, uma grande produção sobre a vida de "Helena Petrovna Blavatsky", (fundadora da Sociedade Teosófica) também dirigida por Iacov Hillel. Foi durante as apresentações de "Homens de Papel", porém, que o ator recebeu o convite para participar dos testes para escolha de elenco do longa metragem "Contra Todos" (roteiro e direção de Roberto Moreira).

Foi selecionado para interpretar "Teodoro" um dos quatro personagens centrais da trama. Sua atuação no filme lhe rendeu dois prêmios de melhor ator: no 8º Cine PE e no XIV FestNatal. "Contra Todos" estreou em novembro de 2004.

Em 2005 participou de outros três longas metragens: "Antônia" (Tata Amaral), "Querô" (Carlos Cortez) e "Os Doze Trabalhos" (Ricardo Elias). Todos com lançamento em 2006. 

Está em seu oitavo longa-metragem e acabou de integrar o elenco de "Meu nome não é Johnny" (Mauro Lima), como pai do protagonista Selton Mello. 

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